08:37 | 26/07/2017

Indústria 4.0 apresenta o conceito e os exemplos de Alemanha e EUA

É considerada a “quarta revolução industrial” e envolve a criação de novos modelos de negócio, produtos e serviços

O que é: Fusão da automatização industrial com a tecnologia por meio de conceitos como Internet das Coisas, Big Data (Megadados), Cloud Computing (Computação na nuvem) e Sistemas Cyber-Físicos. É considerada a “quarta revolução industrial” e envolve a criação de novos modelos de negócio, produtos e serviços. Na Indústria 4.0, as decisões no chão de fábrica são tomadas pelas máquinas de produção, dotadas de sensores capazes de comunicar-se entre si, receber informações em tempo real, armazenar dados na nuvem, identificar e corrigir defeitos sem intervenção humana. A tecnologia inclui também a chamada “customização em massa”: a personalização de produtos, ainda na linha de produção, pelo consumidor final.

Fonte: Startmag it

Origem: O termo Indústria 4.0 ganhou força na Alemanha, em 2011, por causa de um projeto de estratégia tecnológica do governo para modernizar a já avançada indústria do país. O investimento federal, de 500 milhões de euros, aposta na criação de fábricas inteligentes, com capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

Objetivos: Aumentar a rapidez, a eficiência e a economia dos sistemas de produção o que, em última instância, leva a aumento de receita, participação de mercado e lucro. Economicamente, é possível pontuar ainda duas questões: diminuição de gasto de energia durante as pausas de fim de semana e possibilidade quase total de controle do estoque (da fabricação à entrega).

Desafios: A questão da segurança é um dos desafios da Indústria 4.0. Falhas de transmissão na comunicação máquina-máquina e eventuais “engasgos” do sistema podem causar transtornos na produção.

Fonte: Citysistems.

No Brasil: Na Ambev, o sistema de automação melhora o controle do resfriamento da cerveja e diminui variações de temperatura, evitando desperdício de energia. Outro exemplo é a Volkswagen: todos os projetos nascem a partir de um modelo digital (com uso de simulação em 3D), o que torna o processo mais rápido, flexível e bem menos custoso — houve economia de 93 milhões de reais em suas fábricas brasileiras em dois anos.

Fonte: Exame.

Saiba mais: Uma pesquisa realizada pela CNI, em janeiro de 2016, ouviu 2 225 empresas e identificou a adoção de dez tipos de tecnologias digitais. As mais citadas foram automação digital sem sensores, prototipagem rápida ou impressão 3D, utilização de serviços em nuvem associados ao produto e incorporação de serviços digitais aos produtos em diferentes estágios da cadeia industrial.

Quase metade das empresas consultadas (48%) utiliza no mínimo uma das tecnologias. A redução de custos (54%), o aumento da produtividade (50%), a melhora da qualidade dos produtos ou serviços (38%) e a otimização dos processos de automação (35%) foram os principais benefícios da Indústria 4.0 apontados pelos entrevistados. Quanto aos obstáculos para sua implantação, 66% afirmaram que o custo é a principal barreira interna à adoção de tecnologias digitais, 26% dizem faltar clareza na definição do retorno sobre o investimento e a estrutura, enquanto 24% creditam à cultura da empresa.

Links úteis:

— Brasil pode criar a Indústria 4.0 verde e amarela, entrevista com Jefferson Gomes, diretor regional do SENAI de Santa Catarina e professor do ITA.

What Everyone Must Know About Industry 4.0, publicado na Forbes.

Fourth Industrial Revolution brings promise and peril for humanity, publicado no Guardian.

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