10:25 | 27/07/2017

Inbound Marketing – uma conversa com Alexandre Waclawovsky, da Nestlé

O Inbound Marketing dá a possibilidade, por meio da tecnologia, de entender e aprender com todos os pontos de contato que a empresa tem com seus consumidores, como Redes Sociais, Mídia, CRM e SAC.

Inbound Marketing é uma abordagem de marketing que busca atrair o interesse de potenciais clientes em vez de apenas “empurrar” um produto ou serviço. É conhecido como Marketing de Atração ou Novo Marketing.

Fonte: shutterstock

Se no marketing tradicional, ou Outbound Marketing, as iniciativas costumam ser predominantemente offline e focadas em prospecção pessoal ativa (por meio de eventos, por exemplo), no Inbound Marketing as ações são, em sua maioria, online e visam consumidores que desejam receber aquele conteúdo, seja porque assinaram uma newsletter ou disponibilizaram seu número de celular.

Outros pontos centrais do Inbound Marketing são a valorização do timing da ação, o direcionamento específico (de acordo o perfil de cada pessoa) e o aspecto mais informativo do conteúdo – o incentivo da compra é sutil, quase subliminar, e não se propõe instantâneo.

Alexandre Waclawovsky, Head de Marketing Digital da Nestlé, diz que o Inbound Marketing dá a possibilidade, por meio da tecnologia, de entender e aprender com todos os pontos de contato que a empresa tem com seus consumidores, como Redes Sociais, Mídia, CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente) e SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), ferramentas que oferecem oportunidade de interação.

“Esse aprendizado tem o potencial de transformar a maneira como executamos o marketing, saindo de um modelo de grandes campanhas com foco demográfico, nas quais a dispersão gera ineficiência e experiência genérica e impessoal, para um modelo onde podemos formar grupos atitudinais ou por comportamento, garantindo melhor produção, distribuição e reverberação das mensagens.”

Fonte: knowledge exchange sessions

Waclawovsky conta que a empresa vem desafiando suas agências e parceiros digitais a ajudarem a mapear territórios de conversa que tenham afinidade com propósitos e com o posicionamento das marcas da Nestlé. E cita como exemplo a campanha “I Am a Cat Person”, da Purina, de produtos para pets. Com o objetivo de engajar donos de gatos, a marca procurou conhecer seus comportamentos e atitudes. “A partir daí, foram feitos conteúdos como filmes e posts, veiculados no Facebook, que foram consumidos e compartilhados massivamente por pessoas que têm ou gostam de gatos.”

Outro ponto levantado por Waclawovsky: em um mundo cada vez mais conectado, os consumidores exigem, também cada vez mais, participar das ações das marcas. “A tendência é que o diálogo supere o monólogo, mas é um processo que deve acontecer gradualmente, entre os próximos cinco e dez anos.” Por enquanto, ele aposta não na sobreposição, mas no equilíbrio do Inbound Marketing com alguns tipos de mídias tradicionais. “A TV é poderosa por cobrir uma audiência enorme, ao mesmo tempo. Provavelmente sempre terá um papel na comunicação.”

Inbound Marketing é sinônimo de comunicação mais assertiva, relevante e menos interruptiva, o que pode ajudar marcas a surpreender seus consumidores tanto na atitude de venda como na oferta de produtos, serviços e experiências.